
O que é a identidade?
A identidade é um processo dinâmico, está em constante formação, sendo o seu resultado provisório e resultado da interseção entre a história da pessoa, o seu contexto social e os seus projetos (Ciampa, 1987, como citado por). Dubar, afirma que a “identidade nunca é dada, é sempre contruída e a (re) construir, em uma incerteza maior ou menor e mais ou menos durável”.
A identidade nunca está completamente concluída, pois assume-se como um processo que atravessa períodos de crise, pelo facto de esta ser um processo dinâmico, na qual o indivíduo desenvolve a sua própria imagem, decorrente das suas vivências e experiências de vida (Dubar, 1997, como citado por Oliveira, 2014).
Como se constrói a identidade?
"A identidade não é mais do que o resultado simultaneamente estável e provisório, individual e coletivo, subjetivo e objetivo, biográfico e estrutural, dos diversos processos de socialização que, em conjunto, constroem os indivíduos e definem as instituições" (Dubar, 1997, p.105, como citado por Silva, 2005).
Que dimensão compreende a identidade do idoso?
"Concretamente em relação à velhice, a premissa na abordagem ao tema identidade na pessoa idosa radica na abordagem que é feita ao indivíduo através dos hábitos e costumes, ideologias, sentimento, interesses e cultura, definido apenas a vivência e a experiência de vida que faz chegar ao estado de de maturidade cognitiva/ psicológica e fisiológica/ orgânica" (Oliveira 2014).
Quais são as repercussões do processo de institucionalização na identidade da pessoa idosa?
Com a mudança o universo da pessoa idosa transforma-se radicalmente e põem-se e causa a existência do indivíduo como pessoa individual, levando a uma fratura, necessitando da construção de uma nova estrutura. A perda de identidade levará a sentimentos de alienação, angústia, sofrimento. Nessa medida, e entendendo a identidade como o resultado de uma construção quer individual, quer social, é de supor que ela esteja em permanente reestruturação, reelaboração, dependente das orientações dos indivíduos, assim como das perspetivas e julgamentos que os outros lhe conferem (Oliveira, 2014, p.21).